Um Vanguardista do Chamamé Brasileiro

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image Márcio Nina & Laurinha Corrêa

Orivaldo Mengual - Vanguardista do Chamamé Brasileiro

Márcio Nina, Biógrafo de Zé Corrêa, pesquisador de chamamé e produtor rural,  fala sobre a importância do Programa "A Hora do Chamamé" para a cultura de Mato Grosso do Sul.

 

Amigos, como falar da atualidade do nosso chamamé em Campo Grande e no Mato Grosso do Sul e deixarmos de mencionar Orivaldo Mengual, e o seu “A Hora do Chamamé”, programa idealizado e concretizado  pelo locutor  na FM  104, e que ficou no ar por  6 anos consecutivos.

Orivaldo é um trabalhador em pról  da cultura sul-matogrossense, ora apresentando seu programa, ou promovendo seus clássicos e tradicionais bailes, ou mesmo  realizando churrascos dançantes na colônia paraguaia, sempre abrilhantados com nomes expressivos de músicos de Corrientes,  Assunção e da nossa terra.

Recentemente, inovou e criou um site exclusivamente dedicado ao chamamé correntino tradicional e a música paraguaia, o www.chamamems.com.br, irmanando os amantes do gênero, promovendo músicos, tocando músicas que nos emocionam e gostamos de ouvir, através de sua rádio web com uma programação 24 horas ininterruptas de música, exclusivamente voltada para seu público com polcas e chamamés antigos, novos, inéditos, conhecidos ou totalmente desconhecidos, que vão descortinando novas possibilidades neste universo virtual da internet.

Vale relembrar que pelos anos a frente do programa na FM 104, 7 – Rádio Educativa, foi líder absoluto de audiência por todas as tardes, chamando a atenção dos programadores das rádios da cidade sobre a absurda ausência de música raiz do Mato Grosso do Sul em suas grades de programação, sendo o único programa local com esta particular  característica, tornando-se rapidamente numa referência, uma trincheira para resistir ao massacre que a indústria da música comercial promove contra  as autênticas  manifestações musicais folclóricas. Este programa possuía uma linguagem exclusiva, por vezes o apresentador alternava sua fala em castelhano, guarani e português, ao receber convidados, anunciar músicas, ou mesmo saudar seu público cativo diariamente.

Um programa com estas especificidades é inteiramente distinto de tudo que há no radio brasileiro, tanto em termos de linguagem como assinalamos, como em termos da acentuada  programação musical chamamezeira  tão peculiar  para um segmento expressivo da população sul-matogrossense que deposita  no seu  “sagrado”  chamamé os fundamentos que solidificam seu  grau de pertencimento  a esta terra  pantaneira.

Como não se lembrar que todas as tarde em seu programa, sempre reservava um bloco especial com três músicas de ZÉ CORRÊA, músico que escreveu páginas imortais da cultura sul-matogrossense, anunciando assim: “... Agora no programa “A Hora do Chamamé”, um bloco especial, com o lendário ZÉ CORRÊA, o Rei do Chamamé, esse patrimônio cultural do nosso Estado”, então desfilava na seqüência,  pérolas clássicas da nossa música....  E pouco a pouco  o  radialista Orivaldo Mengual  vindo da radio difusora de  Aquidauana , experimentado pelo programa mensagem social  da emissora,  de grande audiência em toda planície do  pantanal, foi arregimentando ouvintes e  conquistando  seu público, além do respeito do segmento de comunicação no rádio  em Campo Grande.

O programa “A Hora do Chamamé”, agora retorna com exclusividade a FM 104 em  todas as manhãs de sábado, preenchendo uma lacuna musical no espectro da radiodifusão do Mato Grosso do Sul, executará integralmente em seu período de duração  o repertório chamamezeiro de sempre sem fazer concessões a outros ritmos, seu retorno foi ansiosamente aguardado pois  queremos e desejamos escutar a  originalidade das nossas musicas melodiosas e bailáveis , ouvindo  a partir deste sábado  os ícones do  chamamé, como a nossa maior expressão do gênero , o  Zé Corrêa consagrado Rei do Chamamé, e os taitas  argentinos como Transito Cocomarola , Isaco Abtibol , Ernesto Montiel , Tarrago Ross e Blas Martines Riera.

Chamigos com permisso, voy a escuchar  chamame eteva  en el aguardado hora del chamame ,con um matecito amargo al sabor de la tradicion, y  um sapukay puku saliendo desde mi alma, y dale chamame .  ÑANDEJARA TA HANDE RO VASAI.(DEUS te abençoe).

 

Artigo escrito por: Márcio Nina Guimarães Barbosa, chamamezeiro, biógrafo de Zé Corrêa, pesquisador de chamamé, produtor rural e casado com Laurinha Corrêa, a única filha do lendário Zé Corrêa.

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