
Em Mato Grosso do Sul, o dia “Dia Estadual do Chamamé” é celebrado todo 19 de setembro, data instituída através da LEI Nº 3.837, de 23 de dezembro de 2009, publicada no Diário Oficial do Estado nº 7.611, de 28 de dezembro de 2009, coincidindo com o mesmo dia em que a Argentina também celebra o “Dia Nacional do Chamamé”, uma homenagem ao dia do falecimento de Mario del Trànsito Cocomarola: “El Eterno Taita del Chamamé”, que ocorreu em 19 de setembro de 1974.

Desde o surgimento do chamamé, que remonta à década de 1930, início do século XX, esse gênero popular percorreu rios, cruzou colinas e selvas, construindo assim seu habitat natural, a “região do chamamé”. Embora Corrientes seja seu epicentro, o chamamé também é tocado em Misiones, Entre Ríos, Santa Fé, Chaco, Formosa, Buenos Aires e no Brasil, nos estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, sendo Campo Grande, a capital nacional do Chamamé.

A palavra chamamé é de origem guarani e significa “qualquer coisa”. No entanto, outras teorias indicam que deriva de “che aimé ámame”, que pode ser traduzido como “Estou na chuva”, ou de “che ámame”, que significa “para minha amada”. Na Argentina, chamamé refere-se à dança popular de casais típica do nordeste, especialmente na província de Corrientes, mas ondas migratórias internas conseguiram formar uma região composta pelas províncias de Corrientes, Chaco e o norte de Entre Ríos.

O violino e a vihuela foram os instrumentos originais usados para executar essa música, dança e canção e, mais tarde, o violão, a gaita, o acordeão diatônico de duas fileiras, o bandoneon e o contrabaixo foram incorporados.
Existem vários tipos de chamamé: o mais elegante se chama Chamamé Maceta; Chamamé Orillero tem uma notável influência do tango; Chamamé Canción é sentimental, Chamamé Kanguí tem estilo romântico e ritmo lento e o Chamamé Kireí tem estilo vibrante .

O Chamamé é Patrimônio Cultural da Humanidade

A UNESCO concedeu ao chamamé o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 16 de dezembro de 2020. Assim, nossa música regional alcançou o mais alto reconhecimento que a distingue por sua importante contribuição.
Chamamé é uma expressão da cultura de Corrientes, que reconhece o “guarani” como um componente central de sua identidade. É uma prática que deixa sua marca, enriquecendo o complexo patrimônio cultural que foi capaz de criar, manter e recriar a idiossincrasia local. Fortalece valores como a identidade de uma prática cultural complexa expressa na música, na poesia e na dança.
Chamamé é “Bem de Natureza Imaterial de Mato Grosso do Sul”

O Estado de Mato Grosso do Sul através do Decreto Nº 15.708, de 29 De junho de 2021 registrou o Chamamé, como “Bem de Natureza Imaterial de Mato Grosso do Sul”, no Livro de Registro dos Saberes, nos termos do inciso I do art. 16 da Lei nº 3.522, de 2008, no qual são inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano do povo sul-mato-grossense.
Campo Grande, capital nacional do Chamamé

O município de Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul, recebeu através da LEI Nº 14.315, de 28 de março de 2022, o título de Capital Nacional do Chamamé, publicado no Diário Oficial da União, de 28 de março de 2022.
O Instituto Cultural Chamamé MS estará realizando atividades em homenagem ao “DIA ESTADUAL DO CHAMAMÉ”, dia 19 de setembro a inauguração do espaço cultural, a partir das 19 horas na Rua Agnaldo Trouy, n° 73, Bairro Cabreúva e no dia 21 de setembro (domingo) a realização da “2ª Bailanta Chamamezeira Vem aí o 2º Bailanta Chamamezeira” com almoço pantaneiro, a partir das 12 horas no na Arena Vip, na Rua. Lise Rose, 1767 – Jardim Veraneio, Campo Grande – MS.

O evento contará com a presença da dupla de violonista sul-mato-grossense Paulo e Sérgio Arguello com a participação do Karaí Amarilha, Jakeline Sanfoneira e de Corrientes capital/Argentina, a participação de Los Camiñantes del Chamamé, do bandoneonista Pajarito Silvestri e da Pareja Marcos Ferreira y Zulma Noemi Quintana da capital mundial do chamamé. A gastronomia regional e paraguaia se fará presente com o arroz carreteiro, mandioca, chipa e sopa paraguaia.



Informações: 67 99927-5144
ORIVALDO MENGUAL
Presidente do Instituto Cultural Chamamé/MS
Colaboração Juan Carlos Godoy, Diretor do Ballet Mainumby – Corrientes, capital
